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Como superar a inflação para ter uma melhor pensão de reforma

A inflação empobrece quem faz o esforço de poupar e pode ter efeitos negativos no momento de resgatar o capital acumulado aquando da reforma. Por esta razão é necessário investir as poupanças em produtos que cresçam tanto ou mais que os preços dos bens de consumo.
Como superar a inflação para ter uma melhor pensão de reforma

12 de Abril de 2014 | 00:00

A inflação é um fantasma que assombra quem poupa, sobretudo nas poupanças a longo prazo. É um inimigo a vencer para se conseguir manter o poder de compra ao longo dos anos. Ou seja, para que com o capital acumulado se tenha a possibilidade de comprar o mesmo ao longo do tempo. É também a razão pela qual não guardamos as poupanças debaixo do colchão ou pela qual somos impelidos a investir o nosso dinheiro em produtos que ofereçam a possibilidade de o rentabilizar, para além de o colocar em contas poupança pelo resto da vida.
 
Os preços dos produtos e dos serviços aumentam com o tempo e isso tem um efeito no seu bolso, pois significa que, ainda que poupe uma certa quantia, no futuro irá poder adquirir menos produtos do que consegue adquirir hoje em dia. Se um quilo de maçãs aumentar de 1 euro, hoje, para 2 euros daqui a 20 anos, com os 1.000 euros que tiver poupado e que lhe permitiam comprar 1.000 quilos, dentro de 20 anos só conseguirá comprar 500. Desta forma, a inflação vai devorando as poupanças, quase sem darmos conta.
 
A única solução é fazer crescer esses 1.000 euros, de forma a que no futuro se possa continuar a comprar a mesma quantidade de maçãs que atualmente. A isso chama-se manter o poder de compra. E manter o poder de compra significa fazer crescer as poupanças na mesma medida em que crescem os preços, a chamada inflação.
 

É importante para a pensão de reforma?

 
Sim, é fundamental. Acompanhar ou vencer a inflação é muito importante para quem poupa a longo prazo, sobretudo para assegurar que, chegada a altura da reforma, não se descubra que o dinheiro que se poupou durante 20 anos não chega para viver.
 
Por exemplo, se ganha 20.000 euros por ano e ainda faltam 20 anos para se reformar, e calcula que, com a pensão do sistema público a que terá direito, terá de ter poupado 100.000 euros para manter o nível de vida durante a reforma, a verdade é que, passados esses 20 anos, irá precisar de mais de 100.000 euros para manter o nível de vida que tem hoje. Se a inflação acumulada nesses anos (que dependerá do crescimento das condições económicas) é de 20%, na realidade precisará de ter 120.000 euros poupados. Por isso, de cada vez que ouvir falar de números relacionados com a inflação, lembre-se que isso tem influência na sua situação futura.
 

Como fazer crescer as poupanças para combater a inflação?

 
A primeira coisa a considerar é o nível atual da inflação, para se poder determinar quanto risco é necessário assumir nos investimentos. Porque, normalmente, quanto mais risco se assume, maiores são também as oportunidades de obter mais rendimento, e vice-versa. Nas economias desenvolvidas, no curto prazo a inflação geralmente mantém-se em torno dos 3%-4%. Mas, com a recente crise, o crescimento económico é mais lento e também a subida de preços. No ano passado em Portugal os preços subiram 0,27 % mas as previsões apontam que este valor irá subir.
 
Tendo em conta esta situação, quem poupa terá de escolher produtos que oferecem um desempenho superior, mas tendo também em mente que, se a inflação sobe, na mesma medida terá de direcionar as suas poupanças para produtos que lhe permitam ganhar o mesmo ou mais que os números da inflação. Para evitar ter de estar constantemente a movimentar o seu dinheiro, é mais recomendável optar por produtos que oferecem uma margem maior do que a inflação, salvaguardando-se de futuras subidas de preços acima do esperado. E quanto mais longe se está da altura da reforma, mais risco se poderá correr nos investimentos.
 
Até recentemente, os depósitos à ordem de um ou dois anos ofereciam retornos de 3% a 4%, o que era suficiente para vencer a inflação, mas agora oferecem muito menos, num contexto de juros mais baixos. Deve procurar produtos alternativos e mais adequados para a poupança de longo prazo, que não obriguem a ter de estar constantemente a movimentar as poupanças para o futuro. Como, por exemplo, fundos de investimento ou fundos de pensões.
 
Estes últimos ofereceram, no ano passado, um retorno médio superior à inflação, em todas as categorias de risco, permitindo ultrapassar a inflação. De facto, em todas as categorias de risco, os subscritores dos planos de pensões individuais ganharam muito acima da inflação, que em 2013 se situou nos 0,27%, o que também aconteceu para prazos maiores, verificando-se um retorno médio a 5 anos acima da inflação.
 
É por isso que os especialistas recomendam que o capital em depósitos ou contas poupança devem servir como poupança de emergência, ao qual se pode recorrer em caso de necessidade. Mas recomendam que se deve investir o restante em produtos com os quais se pode combater a inflação a longo prazo. 
 

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