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Como gerir a sua poupança uma vez chegado à reforma

Após a reforma é normal que haja mudanças na estrutura dos rendimentos e das despesas. Descubra como gerir a sua poupança.

Tempo de leitura: 3 minutos

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Como gerir a sua poupança uma vez chegado à reforma

É muito frequente (e se não é, deveria ser) que durante a nossa fase ativa nos dediquemos com alguma intensidade a planificar a nossa pensão de reforma. Poupar e dispor de uma poupança privada para complementar a nossa pensão pública é a melhor forma de garantir uma reforma tranquila e alinhada com os nossos desejos e necessidades.

Mas, e uma vez chegada a reforma? Depois da reforma abre-se uma outra etapa que devemos analisar e planificar para administrar corretamente os nossos recursos.

Principais mudanças

- Do lado da receita: Os rendimentos são mais reduzidos, em comparação com o último salário da nossa etapa ativa, numa percentagem conhecida por taxa de substituição. Esta taxa dependerá do último salário da vida ativa e dos parâmetros que determinam a pensão pública e prevê-se uma diminuição significativa da mesma no futuro.

- Do lado das despesas: O normal é que, depois da reforma, a estrutura de gastos sofra alterações, mas estes não se reduzem necessariamente, pois o que pode acontecer em muitos casos é que se substituem uns pelos outros. Por exemplo, pode acontecer que se tem menos gastos com deslocações ou com as refeições fora de casa ou de guarda-roupa para a atividade profissional, mas também vão surgindo despesas que antes não existiam, como as que estão associadas a um novo hobby ou atividade para passar o tempo livre.

Como gerir a poupança?

1. Em primeiro lugar é muito importante preservar a poupança. Uma vez chegados à reforma, não é conveniente manter um perfil de investidor especulativo, uma vez que não dispomos de um horizonte temporal amplo nem de rendimentos elevados para recuperar de uma má decisão de investimento. Por isso, é essencial selecionar os instrumentos para canalizar a poupança, sempre de um ponto de vista conservador.

2. Planificar: Nesta fase não é habitual assumir grandes objetivos financeiros como poderão ser a aquisição de uma habitação ou o colocar de pé um novo negócio. Porém, pode ser necessário abordar outras questões, como ajudar um filho a levar a cabo um projeto ou assumir despesas de saúde. Nesse sentido, a planificação é importante e baseia-se na determinação do objetivo e do prazo, na análise dos recursos disponíveis e na definição de como se lida com essa despesa, sendo que o mais razoável é, se a situação o permitir, ir retirando quantias pouco a pouco.

3. O aumento da esperança de vida faz com que se viva mais anos na condição de reformado. Portanto, as poupanças terão de durar mais tempo. É importante, ao planificar a fase da reforma, fazer uma estimativa dos nossos rendimentos e das nossas despesas e avaliar se a ritmo de descapitalização (se houver) é razoável. Caso contrário, é conveniente avaliar se existem gastos supérfluos que deveriam ser reduzidos ou eliminados.

4. Vigiar a inflação: A inflação é um inimigo silencioso, uma vez que faz com que o nosso dinheiro valha cada vez menos. É importante, sem entrar em contradição com o foco mais conservador que especificámos no ponto 1, tentar vencer a inflação através do retorno oferecido pela nossa poupança. O objetivo de combater a inflação não é à partida um objetivo de investimento agressivo, e é relativamente simples de concretizar em ambientes de inflação moderada.

A melhor forma de gerir o período da reforma é ter critérios na hora de selecionar rendimentos e despesas (idealmente, que os primeiros não sejam dominados pelos segundos). E o melhor que podemos fazer com antecedência, na nossa fase ativa, é ir criando uma poupança privada para complementar a nossa pensão pública e desfrutar de uma pensão de reforma confortável.

No caso de ter questões adicionais, é sempre importante recorrer ao seu banco ou consultor financeiro.

 

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