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Viver cada vez mais anos: quais são as consequências?

Populações mais envelhecidas que irão viver mais anos: esse é o futuro. Pode ser sintoma de uma melhoria na qualidade de vida, mas também pressupõe um desafio para fazer face à reforma: é necessário gerar riqueza suficiente para viver durante mais tempo.
Viver cada vez mais anos: quais são as consequências?

29 de Novembro de 2014 | 00:00

O envelhecimento da população mundial é uma das grandes tendências que irá desenvolver-se a longo prazo, a par com a existência de uma sociedade cada vez mais envelhecida.

O que é que isto significa? Em primeiro lugar, que o mundo em 2045, dentro de 30 anos, será um lugar muito diferente daquele que conhecemos hoje: as pessoas com mais de 60 anos estarão pela primeira vez em maior número que os jovens com 15 anos ou menos. Em segundo lugar, que teremos de enfrentar um futuro em que as vidas são mais longas, e também as reformas durarão mais tempo. Em especial, os que entraram recentemente no mercado de trabalho nos Estados Unidos e na Europa em 2010, prevê-se que tenham reformas duas vezes mais longas do que quem começou a trabalhar em 1980.

Sim, são boas notícias, mas também há que ter em conta que essa maior longevidade levanta questões relacionadas com a reforma, como a riqueza e a saúde, de grande importância para os cidadãos e os governos.

Um estudo da gestora de fundos Fidelity explica as consequências dessa maior longevidade. Em primeiro lugar: essas circunstâncias saem caras aos governos, que têm de pagar pensões durante mais tempo. “Nas economias desenvolvidas, os membros da geração baby boom (os nascidos entre 1946 e 1964) começaram a entrar na reforma num mundo pleno de avanços médicos e inovações científicas. Essas pessoas vivem cada vez mais e melhor. No entanto, a sua longevidade está a custar aos prestadores de pensões mais do que estas entidades pensaram ao início”, diz o estudo. E, como consequência, os orçamentos públicos ficam penalizados. Na poupança privada, os particulares que fazem poupanças são confrontados com o desafio de financiar pensões de reforma mais alargadas, o que significa que têm de poupar o suficiente para terem forma de sustento durante mais tempo.

Quais são os custos?

De acordo com o estudo, cada ano adicional de longevidade média mundial aumenta a fatura das pensões de reforma em 3 ou 4% (o equivalente a milmilhões de dólares), segundo o Fundo Monetário Internacional. Dito de outra forma, se uma pessoa de 70 anos de idade, cuja vida terminará previsivelmente aos 86 anos, vê aumentada a sua longevidade em um ano, até aos 87, então um plano de pensão de contribuição definida teria de assumir um aumento de 4% nas obrigações de pagamento. E também aumentam os gastos dos estados, que terão de pagar pensões públicas durante mais tempo.

Por isso, a longevidade está a colocar uma grande pressão, tanto nos sistemas públicos de pensões como nos privados. “O risco da longevidade afigura-se como um dos maiores obstáculos aos sistemas de reforma durante os próximos 50 anos. Estima-se que o volume total de exposição ao risco de longevidade relacionado com as pensões e anuidades oscile entre os 15 mil milhões e os 25 mil milhões de dólares em todo o mundo”, diz o estudo.

Se em 2050 uma pessoa vive mais três anos do que o previsto, então os já elevados custos derivados do envelhecimento podem aumentar cerca de 50%, segundo o FMI. A responsabilidade de poupar para desfrutar da reforma a que muitos de nós aspiramos recai cada vez mais nos cidadãos, e há a necessidade premente de iniciar a poupança o quanto antes.

 

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