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As vantagens da poupança de longo prazo relativamente à poupança mais imediata

Urge adotar a mentalidade de que é preciso fazer sacrifícios no consumo do presente em benefício do consumo no futuro: há que poupar.
As vantagens da poupança de longo prazo relativamente à poupança mais imediata

20 de Outubro de 2015 | 00:00

Desconhecimento, falta de recursos e perspetivas de curto prazo. Estas são algumas das razões que explicam o esforço insuficiente de muitos portugueses no que diz respeito à poupança de longo prazo.

Os recursos económicos são um bem limitado e é necessário que comecemos a pensar em como os administrar, não só no curto prazo, mas ao longo de toda a nossa vida – uma vez que na altura da reforma veremos reduzidos os nossos rendimentos comparativamente àqueles que tínhamos durante a vida ativa. Mas a verdade é que teremos sempre necessidades económicas, que também serão crescentes por diversas razões.

  • As pensões de reforma serão tendencialmente mais baixas, uma vez que as alterações de cálculo introduzidas recentemente fazem uma relação entre os valores das pensões e a esperança de vida: ao viver-se mais anos, os custos com as pensões existirão durante mais tempo, de forma que para que o sistema seja equitativo, o valor anual da pensão será menor.
  • As pensões de reforma serão tendencialmente mais baixas, uma vez que as alterações de cálculo introduzidas recentemente fazem uma relação entre os valores das pensões e a esperança de vida: ao viver-se mais anos, os custos com as pensões existirão durante mais tempo, de forma que para que o sistema seja equitativo, o valor anual da pensão será menor.
  • A propósito desta maior longevidade podem também surgir gastos relacionados com os cuidados de saúde e de alojamento.

Em suma, embora o futuro possa parecer longínquo, é necessário mentalizarmo-nos que devemos sacrificar o consumo no presente em prol do consumo no futuro. Ou seja, poupar.

Razões para fazer poupança a longo prazo com uma boa planificação

Uma vez que essa mudança na perspetiva do consumo representa, sem dúvida, um sacrifício – entre outras coisas, porque demoramos mais a ter a perceção do fruto do nosso esforço – deve haver um forte incentivo para que o façamos de forma correta e organizada. E uma das melhores formas de o conseguir é dar início a uma poupança com a maior antecedência possível. Por que razão é benéfico poupar a longo prazo?

O esforço de poupança será menor

Pensemos no caso de um trabalhador que queira planificar a sua reforma, e que faça o interessante exercício de quantificar as economias que deseja ter ao terminar a sua vida profissional e passar à fase da reforma. Imaginemos que essa pessoa determina que com 100 mil euros pode complementar a sua futura pensão pública durante 15 anos e que esse é o seu objetivo.

É evidente que, se começar a poupar nos primeiros anos da sua vida laboral, por exemplo, aos 30 anos, o esforço que deverá fazer será consideravelmente menor do que se tomar consciência desta necessidade apenas aos 50 anos. Logicamente, há uma grande probabilidade de os rendimentos serem maiores aos 50 anos do que aos 30, e poderá compensar-se o menor esforço de poupança dos anos iniciais. Mas não nos esqueçamos de um fator: o importantíssimo efeito do tempo na poupança. Pequenas quantidades amealhadas a longo prazo conseguem efeitos surpreendentes graças à capitalização.

Teremos maior margem de manobra

Se por alguma razão nos desviamos do nosso objetivo de poupança, ou se o investimento não cumpriu as expetativas que tínhamos inicialmente, podemos reformular a estratégia e repensar os objetivos com mais tranquilidade do que se tivéssemos de fazer poupança num curto espaço de tempo.

Poderemos lidar com imprevistos

O objetivo de fazer poupança para a reforma deve ser primordial para qualquer trabalhador. E não só isso, mas também, como já referimos, há que dar início à poupança com a maior antecedência possível. No entanto, tal não significa que durante a vida não possam surgir imprevistos financeiros – o que, aliás, é bastante habitual. Por isso, ainda que a nossa estratégia de poupança deva ser de longo prazo e sem nos desviarmos dos objetivos, é mais do que provável que em algum momento tenhamos que desviar alguns recursos para fazer face a certos imprevistos. Ter dado início à poupança com tempo e com uma estratégia organizada fará com que o impacto desses imprevistos seja menor, levando-nos a retomar rapidamente e sem esforço o nosso caminho de poupança em direção ao objetivo principal.

 

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