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Mais de 80% dos portugueses não tomam decisões para se preparar para a reforma

Mais de metade dos portugueses são “preocupados passivos” porque não traduzem as suas preocupações nem na busca de informações nem em comportamentos ou decisões.
Mais de 80% dos portugueses não tomam decisões para se preparar para a reforma

20 de Novembro de 2013 | 00:00

Mais de nove em cada dez portugueses com idades entre os 18 e os 65 anos estão preocupados, em maior ou menor grau, com a sua reforma. Apenas 6% estão totalmente indiferentes, embora esse número suba para 14% se incluirmos também aqueles que apresentam uma baixa preocupação. Isso significa que, para os 86% restantes a reforma é uma questão importante, mas essa circunstância não se traduz em iniciativas para se preparar melhor para o futuro ou para reduzir essas preocupações.
 
 Quando perguntado aos portugueses se tomaram algum tipo de decisão a pensar na sua reforma, apenas 22% das mais de 1.000 pessoas entrevistadas na sondagem do BBVA “As pensões e os hábitos de poupança em Portugal” dá uma resposta afirmativa. 78% não tomaram decisões que lhes permitam estar mais bem preparados perante a chegada da reforma.
 
 Essa grande maioria de portugueses compõe-se de pessoas preocupadas mas que não tomam decisões financeiras. No total, o estudo mostra que mais de metade dos portugueses, 55% do total, são “preocupados passivos”, ou seja, pessoas que não traduzem as suas preocupações nem na busca de informação nem na tomada de nenhum tipo de decisões financeiras. Três em cada dez estão informadas ou tomam decisões e 14% não estão preocupadas. 
 
Dos cerca de três em cada dez portugueses que fazem algo, seja informando-se ou tomando decisões, dois terços apenas se informam (20% do total são qualificados como preocupados neutros, aqueles que procuram informação mas não tomam decisões) e um terço são preocupados ativos. Assim, do total, apenas 11% da população pode ser qualificada como tal, os que são capazes de traduzir ou materializar as suas preocupações na busca de informações e também em condutas de poupança financeira. O seu perfil é o de homens, principalmente com mais de 35 anos, e de classes mais altas, provavelmente tanto por uma questão de capacidade de poupança como por cultura financeira.
 

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