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A importância de definir objetivos para a reforma

Quanto mais rigorosos formos na hora de estabelecer objetivos para a etapa da reforma, melhor podemos planificar o nosso futuro
A importância de definir objetivos para a reforma

19 de Outubro de 2015 | 00:00

 A planificação é algo essencial em todos os aspetos e fases da vida. Trata-se de definir uma série de objetivos, bem como as ações e etapas que nos levarão à sua concretização. Ao longo da vida são numerosas as ações que planificamos: viagens, a compra de uma casa, a nossa carreira profissional… incluindo, claro, a planificação da nossa futura reforma.


Porque é importante planificar essa etapa da vida?

A reforma é uma fase da vida em que nos encontramos numa situação de maior vulnerabilidade, no sentido mais amplo da palavra, do que nas etapas anteriores.
Por um lado, é mais provável que ocorram certas contingências como doenças ou situações de dependência. Assim, é importante que tenhamos desde logo alguma segurança financeira.

Por outro lado, a margem de manobra no momento de fazer esforços financeiros adicionais ou lidar com determinadas situações imprevistas é muito mais limitada. Uma vez fora do mercado profissional, os recursos com os quais podemos contar estão definidos: teremos uma pensão pública de maior ou menor valor em função de como contribuímos enquanto trabalhadores - e que em qualquer caso será consideravelmente menor do que o valor recebidona nossa anterior atividade profissional – e uma poupança privada que tenhamos conseguido criar e que complemente a pensão pública.

Ou seja, o que não tivermos já feito em termos de poupança e investimento na altura em que chegamos à reforma, dificilmente poderemos fazê-lo então.
Estabelecer metas para a reforma, fazer planos para o futuro; no fundo, planificar a reforma, é algo que não só melhorará essa etapa da vida, como também melhorará o dia a dia, graças à tranquilidade que confere saber que existe um plano para esse futuro. Permite ainda perceber mais facilmente se é necessário tomar decisões para manter esse plano de poupança dentro do rumo adequado.


Ideias para planificar


Estabelecer uma linha temporal de despesas ao longo da vida
É importante determinar, na fatia das despesas, os marcos mais importantes: o fim da hipoteca, quando terminam, aproximadamente, os estudos dos filhos, qual o custo atual dos momentos de entretenimento e lazer e qual a estimativa de custos para essas atividades durante a reforma. Isto ajudará a definir quanto dinheiro será necessário a longo prazo.


Tomar decisões sobre o que fazer na reforma
O que gostaria realmente de fazer quando deixar de trabalhar? Manter o estilo de vida anterior sem fazer muitas mudanças? Mudar-se para o estrangeiro ou, simplesmente, viajar com mais frequência? Dedicar-se à sua casa no campo? Desenvolver novos hobbies? Com mais tempo livre do que aquele que se tinha na vida ativa, é importante pensar como se vai ocupá-lo e em que medida é que isso vai implicar mais ou menos recursos económicos.


Analisar os recursos presentes e futuros
Comece por analisar que poupança acumulada tem destinada à reforma atualmente e quais as previsões de a aumentar. Estabeleça um plano de contribuições periódicas para essa poupança e calcule qual o valor de poupança que terá feito na altura da reforma. É uma boa maneira de determinar se a poupança prevista e os objetivos se encontram alinhados.
Defina também qual o valor de pensão pública com que irá contar. Isso dar-lhe-á uma ideia dos rendimentos com os quais poderá contar na reforma. Pode fazer essa estimativa através do Simulador de Reforma em A Minha Pensão.


Tomar medidas

Assim, com este plano completo de rendimentos e despesas, é possível tomar decisões para melhorar a nossa futura reforma, como por exemplo:
  • Reforçar a futura pensão de reforma: Quer através de poupanças privadas, aumentando as contribuições nos planos de pensões, quer tomando medidas para melhorar a pensão pública (por exemplo, um trabalhador independente que aumente a sua base de contribuição ou um trabalhador que aceite um segundo emprego a tempo parcial).
  •  Rever os investimentos com maior frequência e ser mais ativo na sua gestão, mobilizando-os, por exemplo, para produtos mais conservadores.
  •  Ajustar aquilo que espera fazer na reforma para atividades e um modo de vida que seja capaz de suportar em função dos futuros rendimentos e gastos previstos.


As circunstâncias mudam ao longo do tempo

Em primeiro lugar, aquilo que desejamos fazer durante a reforma são expectativas vistas a longo e a médio prazo. Chegados a essa etapa da vida, pode acontecer que tenhamos de alterar os nossos planos devido a limitações de saúde física ou psicológica.

Por outro lado, o nível de poupança que prevemos acumular no momento da reforma pode sofrer variações.

Ainda que seja importante adaptar o perfil de risco dos nossos investimentos ao longo do tempo, o que é certo é que o valor dos investimentos pode oscilar para cima e para baixo. Podemos também ter encontrado alguns imprevistos durante a vida que nos levaram a recorrer a uma poupança que estava inicialmente destinada à reforma.
O importante é que, ao estabelecer objetivos, mesmo que estes não sejam muito específicos, estaremos muito mais bem preparados para gerir todas estas mudanças e imprevistos e ganharemos em tranquilidade no presente e no futuro.

 

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